domingo, 29 de agosto de 2010

Alienação moral

Às vezes por uma insignificante pessoa nos tornamos coléricos, raivosos, vingativos. A alienação moral corresponde muito à alienação cultural e emocional. Somos seis bilhões no mundo, será que vale a pena, nos humilharmos, nos expormos, nos rebaixarmos, nos adulterarmos, por uma única pessoa? Aos aplausos da multidão sempre fico com os da minha consciência!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Só o inimigo nunca trai


Muito melhor termos inimigos declarados,  esses são sinceros, esses não nos surpreendem, desses não precisamos gastar argumentos, se justificar, são moscas mortas que servem de referencia objetiva. Por isso que o inimigo nucas nos trai. Em quem devemos nos ater é com os amigos, alguns "amigos" repletos de boas intenções, que nos consola nos fracassos, sempre estão ao nosso lado nas desgraças, mas com um sorriso interno. E em momentos de nossas conquistas, estão intimamente se remoendo contrariado internamente, triste por não estar nos consolado de algum fracasso ou tragédia em nossas vidas. A natureza humana é desgraçadamente assim, nos somos humanos e tudo que é humano não nos é estranho

Exatamente por essa razão que Voltaire declarou; “Que Deus me defende dos amigos, que dos inimigos me defendo eu.'

domingo, 8 de agosto de 2010

Lei Individual dos Direitos do Cidadão

Longa armadilha de 
trocar a nossa verdade pelo “amor de verdade” dos outros.
E lá bem no fundo permanece a nossa magoada e rejeitada 
Criança Interior, carente de amor e aprovação. 



Aqui estao os mandamentos  do livro: Curar a Criança Interior 
-de Charles Whitfield.)

1- Tenho inúmeras alternativas além da mera sobrevivência.
2- Tenho o direito de descobrir a minha criança interior.
3- Tenho o direito de chorar aquilo que não tive quando
queria ou precisava, ou que tive e não queria nem me
fazia falta.
4- Tenho o direito de seguir os meus próprios padrões e
valores.
5- Tenho o direito de reconhecer e aceitar o meu próprio
sistema de valores como sendo adequado.
6- Tenho o direito de dizer não ao que quer que seja, sempre
que sinta que não estou preparado, que não é seguro ou que
viola os meus valores.
7- Tenho o direito à dignidade e ao respeito.
8- Tenho o direito de tomar decisões.
9- Tenho o direito de determinar e honrar as minhas
prioridades.
10- Tenho o direito de ver as minhas necessidades e vontades
respeitadas pelos outros.
11- Tenho o direito de pôr fim às conversas que me
humilham e desprezam.
12- Tenho o direito de não ser responsável pelo
comportamento, pelas atitudes, pelos sentimentos e pelos
problemas das outras pessoas.
13- Tenho o direito de errar e de não ser perfeito.
14- Tenho o direito de esperar honestidade por parte das
outras pessoas.
15- Tenho direito a todos os meus sentimentos.
16- Tenho o direito de me zangar com as pessoas que
eu amo.
17- Tenho o direito de ser unicamente eu, sem sentir que não
sou suficientemente bom.
18- Tenho o direito de me sentir assustado e de dizer
“tenho medo”.
19- Tenho o direito de experienciar o medo, a culpa e a
vergonha e depois libertar-me deles.
20- Tenho o direito de tomar decisões baseadas nos meus
sentimentos, nos julgamentos que faço ou em qualquer razão
que escolha.
21- Tenho o direito de mudar de ideias em qualquer altura.
22- Tenho o direito de ser feliz.
23- Tenho direito à estabilidade -isto é, criar “raízes” e
relacionamentos saudáveis escolhidos por mim.
24- Tenho direito ao meu próprio tempo e espaço.
25- Não preciso de rir, quando quero chorar.
26- É bom relaxar, estar alegre e bem disposto.
27- Tenho o direito de ser flexível e de me sentir bem
quando o faço.
28- Tenho o direito de mudar e crescer.
29- Tenho o direito de me abrir às técnicas de comunicação
melhoradas por forma a fazer-me entender.
30- Tenho o direito de fazer amigos e de me sentir bem na
companhia das outras pessoas.
31- Tenho o direito de estar em ambientes não abusivos.
32- Posso ser mais saudável que as pessoas que me rodeiam.
33- Consigo tomar conta de mim, aconteça o que acontecer.
34- Tenho o direito de chorar as perdas reais ou que ocorrem
sob a forma de ameaça.
35- Tenho o direito de confiar naqueles que ganharam a
minha confiança.
36- tenho o direito de perdoar aos outros e a mim próprio.
37- Tenho o direito de dar e receber amor incondicional.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O TAL DO TEMPO

Descobri com o tempo que tenho um grande amigo, ELE sabia o tempo todo, mas me deu a chance de que com ELE, descobrisse por mim mesmo, esse amigo que é o melhor,é ele proprio; O TEMPO! O tempo é nosso grande aliado, pois tudo sabe, e nao ha mentira que ele nao desmascare e dores e feridas que ele nao cicatrize por nos. ELE nao pode nos aconselhar abertamente, mas, com o passar DELE vamos acumulando uma soma razoavel DELE que chamamos de EXPERIENCIA, essa amiga nova desperta algo em nos unico, que leva o nome de MATURIDADE. Como seriamos nada sem essas amizades!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Amigos pelo caminho

O tempo passa, e os bons momentos com os amigos, ficam para trás, mas os ecos das risadas permanecem, e neles se eterniza magicamente o momento que se foi. Obrigado, a todos os amigos, que dividiram comigo boas risadas, que me ensinaram a rir de mim mesmo e fazer minha vida mais longa e proveitosa - Lembrando que rir apenas de outros pode encurtá-la.

Considero únicos, todos grandes amigos, o tempo passa os bons momentos com os amigos ficam para trás, mas os ecos das risadas personagens e amigos, de vários lugares, que passaram por minha vida, pela sua personalidade inerente - guardo sempre comigo na memória - momentos antológicos e risos impagáveis, que fortuitamente para mim foram muitos. Se alguém pode atribuir à frase que "só tenho amigos loucos" esse sou eu, Divinamente loucos, e desses, quero estar sempre perto.

Quando somos jovens acreditamos que certos momentos especiais tornarão se repetir, acreditamos que pessoas especiais retornaram invariavelmente em nossas vidas. Mas os anos vêm e passam. E como a juventude, vai ficando aos poucos para trás, e não demora muito para descobrirmos que certos momentos especiais não se repetem e certas pessoas especiais não mais retornam, pois são impares e únicas.

Portanto com o passar dos anos vamos tendo a certeza que certas pessoas e certos momentos não mais retornarão, e apesar de carregarmos esses momentos e pessoas na memória e coração, a grande sensação que fica é que não aproveitamos tão bem esses momentos, e a nítida impressão que não amamos suficientes essas pessoas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em memoria de Oscar

Tumulo de Oscar Wilde, Paris



A discórdia é sermos obrigados a estar em harmonia com os outros. A nossa própria vida é o que há de mais importante. Agora, se quisermos ser pedantes ou puritanos, podemos tecer as nossas considerações morais sobre a vida dos outros, mas estas não nos dizem respeito. Para além disso, o individualismo é realmente o mais elevado dos ideais. A moralidade moderna consiste na aceitação dos modelos da nossa época. Julgo que aceitar o modelo da nossa época será, para qualquer homem culto, a mais crassa das imoralidades.


Oscar Wilde


O admiro muito, e por isso dessa visita ao tumulo de Oscar Wilde, o idolor-mor da ironia, nosso remédio dos porres sociais, da indigestao diaria, balsamo da acides humana,, nosso oportuno ultimo riso. Destruidor de todo o patetissismo, bossalismos, pedantismos, puritanismos, e outros ismos que consomem a alma humana.


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco.

Oscar Wilde

sábado, 29 de maio de 2010

EU SOU PARA CASAR

Quero falar sobre um tipo de oferta, certo anuncio que se encontra por ai. Aquela frase, que todos conhecem: Eu sou para casar!

Confesso que me da uma indigestão, vertigem, certa embolia, esses tipos de afirmações. Causa-me uma estranheza e um amargor vem na boca. E essa impecável autoconfiança, dessa gente, que estão tão certas e crentes no que são, e que se julgam o “tal”. E o que mais nos incomoda, na confiança dessas pessoas é saber que esses têm absoluta certeza no que crêem. Distinção grande entre crer e ser. Doces ilusões – Será que Deus não deu nenhum tipo de probidade mental para esses seres, para, poder discernir, refletir, sobre a vida e descobrir o caos de valores que se meteram. Se, alguém se julga, pertencer a uma casta seleta de seres casáveis, automaticamente esta execrando, julgando, condenando, exterminando, outras pessoas, numa equivocada disputa matrimonial. Em um julgamento que apenas concorre quesitos superficiais. Subentende-se nessa afirmação, que, que a união em si, não é o fim, apenas uma ponte, para derrotar todas as “rivais”, os periféricos insignificantes, e, a disputa em si, passa ser o fim. Mas se entenderem que casar não é uma competição mundial, um playoff, com eliminação dos candidatos, ai, certamente ninguém disporia tanta energia para se pretender, “ser para casar.” E, o que pode ser bom para mim, pode não ser bom para você, afinal somos diferentes, nem piore, nem melhores. E se a demanda fosse suficiente, não careceria igualmente de marketing e publicidade, às vezes, sinto que certas pessoas fazem da vida um grande mercado de peixe, ela é muito mais que isso.

Casar, não é uma necessidade, uma obrigação, um objetivo, uma determinação. Vejo, razão para casar, quando esse transcorre da maturidade de um sentimento, natural e puro. O amor deveria ser a única condição de um casamento, condição indeleavel deste. Casar, não é uma questão de praticidade, conveniência, ajuda. Não existe um botão mágico que clicamos, e nos apaixonamos, e tudo se resolve. Casar é uma questão de amor, de paixão, de essência, de alma. Mas, falo de um amor de verdade, por que todas essas que se julgam para casar, sabem muito bem usar o amor, pois entendem muito bem, que essa bandeira do amor impressiona e as tornam mais desejáveis e admiradas pelo homem, pura artimanha, muitas só abraçam a causa do amor para chegar aos seus interesses, amor, para essas são apenas um ponte, um meio, para suas conquistas - Amor não é isso. Amor não se aplica, não explica.

O que conta nas pessoas, e nos unem verdadeiramente, são valores, sentimentos, respeito, princípios, educação. Admira-se, pela bondade, pela entrega, pela cumplicidade, fidelidade, renuncia, compaixão, compreensão. Isso não se encontra em lojas, em shoppings, em clinicas estéticas... Esses são quesitos verdadeiramente profundos, que esta arraigada ao cerne do caráter – são esses elementos que fazem um casamento durável, feliz, bem-sucedido - que não deveriam ser suplantados, por botox, próteses, silicones, músculos, corpo malhado, nome, status, conta bancaria. Esses são adictos, quando bem usados, mas, quando não, são paliativos, maquiagens, mascaras para esconder e camuflar uma personalidade pobre, desprovida de qualidades, verdadeiras intrínsecas.

Se for ridículo beijar uma mulher feia, mais ridículo seria beijar uma beleza – Beleza, não Poe mesa. Não questiono a beleza, ele é fundamental sim, mas, a beleza é um conjunto de qualidades verdadeiras inerentes, de uma pessoa, não bijuterias reluzentes. Uma mulher bonita admiramos por um tempo, uma grande mulher, admiramos pela vida toda. Alem de tudo isso, ninguém sai anunciando um tesouro na rua.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casadinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Enfrentando os Problemas



Os grandes problemas da alma humana são: A dor e o tédio, disse Schopenhauer, o restante são adendos periféricos. Em busca de se livrar do tédio buscamos o prazer e deparamos com a dor, todo prazer tolo e passageiro traz consigo um elemento ameaçador. Na ânsia da busca desenfreada perdemos por vezes a direção, e o preço fica alto. Todas as inconseqüências desmedidas nos causam dor.

O que fica claro que todos estão igualmente sujeitos a dor. Isso é inevitável - contingências democráticas da vida - somos seres de carne e osso, e como nosso corpo, frágil, temos sentimentos, vontades, desejos, esperanças, inseguranças todos igualmente sensíveis e sucumbíeis. Fatalidades que faz a vida ser tão dinâmica e mágica.

Na vida devemos suprimir as projeções frustradas e os sonhos não realizados, os substituindo por outros, renovados, pois cada segundo que passa somos outros; mudamos, evoluímos, renascemos para a eternidade. O segredo é como lidamos com a dor e frustrações, pois essas são inevitáveis, o que esta sobre nosso controle é tornar o sofrimento opcional, podemos escolher o não sofrer – O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós, como previu Sartre - Nada é definitivo, tudo muda inclusive a dor, sendo ela física ou emocional. Se medirmos a dor verá que ela em si é curta e rápida, o que nos causa danos são suas impressões e traumas. É como sofrer antecipado ou sofrer pelos reflexos desse trauma. Sofrer antecipado é sofrer duas vezes pelo mesmo problema, depois do ocorrido é estende-lo, dando um poder que não pertence ao sofrimento - O sofrimento pela perda de uma coisa e pelo temor de perdê-la é o mesmo (Séneca) - Lamentar é sofrer por uma dor do passado e criar uma nova dor. Como disse Nietzsche; o que não me mata me fortalece - não questionando a morte, e o que também não me parece um sofrimento, pois a grande maioria morre com uma boa expressão facial, diferente de quando nascemos esgoelando, aterrorizados com a chegada a esse mundo caótico – Como dizia um provérbio chinês, se o problema tem solução não tem para que nos preocuparmos e se não tem, igualmente não tem porque se preocupar. «Nada te aconteceu de facto enquanto não te importares muito com o ocorrido».- Menadro

Tudo tem significado, da mesma forma que os nossos músculos crescem através do stress, da dor, nosso caráter se molda nela. E justamente através da dor que nos aperfeiçoamos, que descobrimos sem números lições, que aprendemos a evitá-la, que aprendemos gerenciar a vida cada vez mais, por ela nos tornamos mais humanos, piedosos. Por mais que ela pareça desnecessária por vezes, no final sempre tem um acréscimo positivo - Muitos descobrem a ética ou a religião -
 Somos resultados aritméticos: genética acúmulo do tempo + dor + experiências + alegrias = + EU. "A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia." Heraclito de Efeso

Existem pontes que nos levam para suplantar momentos difíceis, e ponte para evitá-los - Receitas? Algumas, como; não viver a vida dos outros, viver a própria vida, não julgar os outros, mas sermos rigorosos com nossos defeitos, perdemos tempo demais, medindo o mato do jardim do vizinho, e esquecemos-nos de aparar o nosso. Não ficar culpando apenas o governo pelas enchentes, e sim, parar de jogar papel de bala na rua e toco de cigarro do carro - A revolução começa de dentro para fora, não ao contrario - A regra é não pedir respeito, mas se fazer respeitar. Não sofrer por amor,  não cultivar rancor - a colheita é nossa - mas lembrar com carinho de alguém que um dia nos fez amar, e que através dessa pessoa descobrimos o amor. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Não permitir o ciúme cego, a insegurança, pois nada que não nos pertence ficara conosco, e o que é nosso esta guardado – se o trem não parou não era nossa estação - entender que somos únicos, nem melhores nem piores, apenas nós, e desse nós podemos ser os melhores, e que esse melhor para alguém pode se mais que um dia sonhou. Uma grande verdade é que os homens  são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. (diz uma antiga máxima grega)

 Considerar um grande aliado sempre, o bom humor. Milor Fernandes disse, que se nos sentimos um imbecil sempre haverá um mais imbecil ainda, para achar que não somos. Não atribuir culpa a ninguém de nossa dor, por mais culpado esse alguém for, esse conta não é nossa e sim do causador - afinal não temos raiva do destino, da natureza ou mesmo de Deus, por acidentes, por tragédias, por queda de aviões, por terremotos, por tsunamis – Entender que não tem como voltar ao passado para evitar ou para remanejar. Que não importa a causa, doença, acidente, agressões, no final tudo da certo. Entender que depois da tempestade sempre vem o sol, pois um vem atrás do outro. Saber que dos conflitos do opostos se forma a mais perfeita harmonia. Não sentir inveja, torcer pelos inimigos, perdoar - nada os aborrece tanto – Sorrir sempre, nada mais dilacerante para um rabugento, mal humorado, mal educado, que um belo sorriso. Quem nunca foi amargo com alguém? E recebeu, em troca não a palha da fogueira, mas um balde frio; um belo sorriso, nos desarmando por completo nos envergonhando do próprio azedume.

Sempre consciente que somos únicos no mundo. Nossos problemas são únicos, postramos fardos específicos para nossa capacidade de carregá-los. O importante saber que ninguém ira em nosso lugar sentir nossa dor, tampouco sentiremos dos outros - não sabemos, não sabem, não há medidas para a nossa dor como para a alheia  - E apenas atravessando esses vales de dores, renascemos mais fortes, e ai  poderemos chegar ao cume da mais perfeita harmonia e felicidade.

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I´m someone who believe and accept that, life is change and changes comes from inside out. Who ignored it is still in dreams away from reality. Waiting for frustration to blame the world.