-
Hoje venho te falar, falar assim de peito aberto. Falar da arte de ver a fundo, para isso precisamos se livrar de moralismo, catequismos, fundamentalismos, fanatismos todos os ismos.
Para isso vou deixar todos os meus cacarecos, minhas roupas velhas, meus conceitos, minhas velharias, postas todas de lado. Assim-simples tudo de lado. Leve e solto.
Ai vai olhar para você, sem conceitos, sem preconceitos, como meu semelhante, sem intenções, sem discriminações.
Porque a pureza nos liberta do compromisso, ele é um código apenas de boa conduta - para prender dois seres a um honesto acordo de beneficio e proteção mútua apenas necessário e útil aos que não são fieis a si mesmo.
Ai sim vou te ver de verdade, ver com olhos novos, pois assim eu descubro alguém sem pretextos, sem desculpas- com os mesmos medos, mesmas inseguranças que eu.
Porque a verdadeira descoberta não consiste em olhar novas paisagens, mas as mesmas com novos olhos.
Como quando botamos nosso olhar em algo inédito, novo e fascinante. E descobrir que o que mais odiamos ou amamos, não tem nada a ver com o objeto, com o ser, que tudo são fantasmas de uma mente imatura.
Tudo tem a ver com a desprentensao, com a leveza, com a fidelidade exclusiva de sermos fieis a nos mesmos.
Afinal os cães latem contra os que não conhecem. Inteligências caninas cultivam a fidelidade sem refletir.
Pensamentos, textos, ensaios e poemas ---Filosofando a Vida dos Absurdos e das Alegrias
domingo, 1 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
10 Codigos de Conduta por Bertrand Russell
1-Não tenhas certeza absoluta de nada.
2-Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
3-Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
4-Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
5-Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
6-Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
7-Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
8-Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
9-Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
10-Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Casar ou não casar

Compreendi o que só mal adivinhava há tempos atrás, hoje tenho plena convicção sobre relacionamentos. Para todos os lados que olho encontro frustrações, casamentos desfeitos, namoros desgastados e relacionamentos fracassados.
Não importa, todo tipo de relacionamentos que o tempo não perdoa.
A vida é dura, vêem as adversidades, os dias não são iguais, nosso humor é inconstante, conviver uma arte. Mas cadê aquela promessa de felicidade plena conjecturada a dois? Aquele tão sonhado matrimonio. Onde fica o compromisso, a lealdade hoje tao anacrônica ? Ser coerente com suas escolhas, não atribuir a outrem os fracassos que surgem no horizonte.
Ok, não deu certo, existe o divorcio, tenta novamente. Afinal promessas eternas são poeiras ao vento, se perdem no tempo. Não prevíamos o futuro. Pobre geração de nossos avôs. Ate legalmente era impedidos de solucionar esse problema, isso não muito tempo atrás. Mas esqueceram de avisá-los, não deu certo;
-Separa!
Afinal não é sinal dos novos tempos, assim que resolvem os imediatistas. Sim tudo bem, mas e a famosa traição, será que existem casamentos sem traição? Sinceramente não sei, mas tenho certeza se não houve traição ainda, foi porque a tentação não foi suficiente.
Geralmente a traições mais escandalosas aparecem-nos mais ¨perfeitos¨ casamentos, talvez por serem perfeitos demais para serem verdade, claro quanto maior a confiança maior representa a traição.
Traição e tempo, um é uma questão do outro em casamento, assim como Byron disse que o casamento vem do amor como o vinagre do vinho.
Será que Nelson Rodrigues estava certo quando disse que, ¨só cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata. ¨
Hoje em dia esse habito de separar é indissociável para a solução dessa sociedade chamada casamento. Quero dizer que quando a sociedade (matrimonio) falha, ou seja, não é mais benéfica para nenhuma dos lados, ao menos para um.
Muitos criticam a igreja católica, por manterem seus dogmas inalterados pelos séculos adentro. Inclusive aos olhos de Deus só se casa uma vez. Admiro essa sagacidade, porque se existem coisas que aprecio na espécie é fidelidade de propósitos e lealdade.
Uma vez prometido ate a morte, nada mais ético de seguir a risca. E não pense que problemas conjugais, dificuldades com relacionamentos, sejam problemas modernos.
Chamfort, escritor francês, grande observador dos costumes humanos e que viveu no século XVIII, disse; O divórcio é tão natural que em muitas casas dorme todas as noites entre os cônjuges.
A equação não mente. Paixão tem validade, amar é árduo na dificuldade, ingratidão é uma patente que marca a raça humana, o desprezível cuspir no prato que come. Se a traição não é um numero ímpar entre casais, no pensamento se faz par. Temos por instinto sexual o maior motor da vida, a mecânica da vontade. As paixões que nos impulsiona a conquistar espaço na sociedade, ser alguém, amealhar bens materiais, se destacar de alguma forma. Na realidade por trás esta o instinto procriador apontado por Schopenhauer na filosofia da vontade e posteriormente teorizada por Freud na psicanálise, onde o amor é um mero instrumento e estratagema da natureza.
Mas não pretendo ir tão a fundo a minha prosa, tampouco analisar a epistemologia da coisa. O fato é que acima de tudo queremos ser felizes, mas confundimos buscar felicidade, com paixão, com instinto sexual. Porque será que quando a paixão vai embora, na maioria dos casos o relacionamento desmorona.
Ocorre que a felicidade esta escapando de nossas mãos, o casamento não cumpre sua missão.
Essa aritmética parece complicada, se não entendermos que nos move num relacionamento é o instinto determinado, e não estamos seguindo o caminho da felicidade, que não representa na forma de outra pessoa. Muito menos se confundimos paixão com amor, e se amamos o que essa pessoa representa ou possui, sem atender para o fato que só podemos amar o que uma pessoa é, seu caráter, sua personalidade. Casar sem amar é um investimento que não se paga, dos males, os menores.
Adolescentes crêem ter encontrado felicidade na primeira paixão, e muitos se tornam adultos mensurando a felicidade em relacionamentos. O mais interessante em brigas de casamentos de anos, que já tomam o seu casamento como algo irreversível, é aquela velha acusação;
-Se eu tivesse casado com fulano (a) teria sido mais feliz!
Por isso que Mark Twain ironizou dizendo que o amor é aquilo que depois do casamento se chama engano. Ledo engano! Atribuir ao outro suas frustrações é a primeira covardia do ser - humano. Assumir para si a responsabilidade de sua vida é o primeiro passo no caminho da liberdade.
¨A felicidade não é uma questão fácil; é muito difícil encontrá-la em nós mesmo, e impossível encontrá-la alhures. ¨Chamfort
O mais incrível, por mais absurdo que parece conheço casais que levaram 30, 40 anos ou mais para descobrirem que se enganaram. Claro oras, não vamos esquecer que os filhos e a estabilidade financeira trazem a sensação de que esta tudo bem nos primeiros anos. São inúmeras as muletas morais do casamento.
Não tenho soluções, não existe remédio para curar casamentos. Não existe formulas de amor eterno. Mas aconselho a todos que não considere o relacionamento como unica forma de ser feliz nesse universo, aprecie verdadeiramente a única companhia capaz de proporcionar felicidade plena se tiver maturidade- nós próprios. E não venda sua honestidade nesse jogo de riscos, é um preço que não vale à pena.
De minha parte, não prometi e jurei a ninguém felicidades incondicionais eternas. Em frente a toda uma família, sociedade e religião, num altar e dito; ate a morte nos separe! ¨O amor, disse Chamford - tal como existe na sociedade, não passa da troca de duas fantasias e do contacto de duas epidermes. ¨
Encontro grande deleite com minha companhia, e o que menos gosto dessa companhia é a necessidade ocasionais de ter outras companhias. Confesso isso que atrapalha às vezes essa paz de espírito.
Vale mencionar Buda:
"Às vezes precisamos possuir algo, para percebermos que não precisamos dela"
A filosofia, a psicologia moderna, não tem formulas exatas para uma possível cura do casamento. Mas afinal o ser - humano não é uma ciência exata. Mas acredito nas novas gerações. Minha filha com apenas cinco anos, apresenta surpreendente sabedoria pela idade nesses assuntos, para grande espanto meu. Ela é uma autentica balzaquiana, com o ônus da economia de trinta anos de frustrações e casamento falido. Afinal faz parte de uma geração que cresce em famílias ¨modernas¨. Pais separados, convívio com namorados de pais, madrastas, padrastos, guarda compartilhada, hoje em dia cada vez mais comum.
Aguardo o crescimento dessa nova geração com boas expectativas em possíveis atitudes mais sabias, que possam talvez contribuir como amalgamas em nossas relações.
Como já foi dito, o amor nos homens é fundo, mas nas mulheres é tudo. Para muitas mulheres a possibilidade de passar toda a vida só, é algo que não fazem parte nem em suas cogitações mais esdrúxulas. Numa pesquisa de uma revista feminina no Brasil, o maior sonho de quase 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens, etc. Agora pasmem, 72% dos pedidos de divorcio no Brasil são feitos por mulheres.
Não pretendo convencer ninguém de que o caminho é a solidão, mas independente de estarmos casados, compartilharmos nossa vida com alguém, ou optar por uma vida mais individualizada, deve-se conhecer a verdade. Aristóteles disse que a felicidade do homem consiste no livre exercício de suas faculdades mais elevadas. Portanto se um relacionamento nos reprime, jamais seriamos felizes dentro dele.
Hepatia de Alexandria, foi uma grande matemática, física, astrônoma e filosofa neo-plantonica, tida como uma das mulheres mais geniais de todos os tempo, quando a perguntavam por que ela jamais se casara, respondia que já era casada com a verdade.
E verdadeiramente, o grande deleite da vida não esta nos relacionamentos humanos, esta muito mais alem, de que podemos conceber e entender. Quando amamos queremos ser felizes, mas o amor torna uma pessoa, em grande escala, dependente da atitude de uma outra. Quanto mais a felicidade humana depender de causas exteriores, mas inconstante será. Portanto a vontade de amar diminui nosso potencial para a liberdade e felicidade.
Não tenho duvida que a serenidade seja o estagio mais feliz da condição humana.
E a alegria a maior sinalização de felicidade. Devemos deixar todas as portas abertas para ela. Jamais devemos permitir que a alegria saía de nossas vidas. Independente de fatores externos a alegria é sempre bem vinda, e uma solução para qualquer tristeza.
Talvez a maior qualidade do brasileiro, e onde seu povo é admirado mundo afora é justamente em sua alegria. Exemplificando claramente que alegria independe de riquezas ou bens materiais. Acima de tudo não devemos levar a vida tão a serio, mas seriamente.
Afinal o bom humor, como disse Schopenhauer é uma qualidade divina do ser humano.
Como seria muito mais trágica a vida se não fosse tão engraçada, e não fizéssemos tantas troças a instituição casamento.
E entre casar e rir - fico com a alegria do riso.
sábado, 10 de outubro de 2009
Metáfora do Porco-Espinho

O relacionamento humano é tão adverso e caótico, trago essa excelente metáfora do porco espinho, para exemplificar uma realidade:
"Um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. Para não congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. Mas, no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos. Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o emaranhamento e o enregelamento."
Schopenhauer nos mostra aqui com essa metafora, a infindavel questao do individuo, diante de sua eminente necessidade de sociabilizar e suas consequencias intrinsicas na perda da paz individual que essa "necessidade" acarreta.
"Um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. Para não congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. Mas, no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos. Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o emaranhamento e o enregelamento."
Schopenhauer nos mostra aqui com essa metafora, a infindavel questao do individuo, diante de sua eminente necessidade de sociabilizar e suas consequencias intrinsicas na perda da paz individual que essa "necessidade" acarreta.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Olhos Vendados

Temos uma rotina vertiginosa, que nos impossibilita viver fora do aquário muitas vezes.
Mas acredito que devemos em primeiro lugar ter a consciência desperta, não importando se estamos no ambiente frenético de trabalho, em uma festa ou coquetel, ou com nossos familiares.
Para não nos aprisionarmos na superficialidade da maioria, e seus valores distorcidos e fugazes. A felicidade é ser e não ter. E especialmente em nossa sociedade no trato com as pessoas esse conceito confunde as pessoas.
Se estamos lhe dando com um chefe, um cliente importante, um político influente, um milionário. Ou se estamos lhe dando com um garçom, uma faxineira, um motorista, um jardineiro. O trato deve ser igual. A cordialidade, atenção, os valores que trazemos e a nossa sinceridade tem que estar presentes, e sermos vigilantes para não cairmos apenas nos discursos bonitos, de democracia, igualdade e respeito. Acima de tudo temos que ser livres de convenções falsas e hipócritas. Por minha própria sorte tive oportunidades de vivenciar muito esses relacionamentos e tratamentos, posições sociais, e aprendi cedo ter equanimidade com as pessoas. E se tenho um conhecimento concreto que posso compartilhar é esse: Devemos nos relacionar e considerar pessoas e não coisas.
Não caia no erro de julgar pessoas pelo que trazem no bolso. Como disse o grande filosofo Schopenahuer; A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos.
Comparti-lho a observação de dois pensadores e filósofos do passado, que enxergavam alem da superfície, como poucos que passaram por esse mundo:
A principal verdade da arte de ser feliz continua sendo a de que tudo depende muito menos daquilo que se tem ou representa do que daquilo que se é. A personalidade é a felicidade suprema. Em todas as ocasiões possíveis usufrui-se na verdade apenas de si mesmo: se o próprio eu não vale muito, então todos os prazeres são como vinhos excelentes em boca azedada com fel.
ARTHUR SCHOPENHAUER
"O que precisamos saber é quanto vale a espada e não a bainha, porquanto talvez não demos grande coisa por ela. É necessário julgar o homem em si e não pelos seus adornos. Como disse um filosofo do passado;"Sabeis porque o achais grande? Porque o medis com o pedestal". O pedestal de uma estátua não é parte integrante dela. Devemos medir-lo sem pernas de pau, nem riquezas e dignidades: em mangas de camisas. São quadros para olhos remelentos, estufas para paralíticos.
"O que precisamos saber é quanto vale a espada e não a bainha, porquanto talvez não demos grande coisa por ela. É necessário julgar o homem em si e não pelos seus adornos. Como disse um filosofo do passado;"Sabeis porque o achais grande? Porque o medis com o pedestal". O pedestal de uma estátua não é parte integrante dela. Devemos medir-lo sem pernas de pau, nem riquezas e dignidades: em mangas de camisas. São quadros para olhos remelentos, estufas para paralíticos.
Por isso diz Platão que a saúde, beleza, força, as riquezas e tudo o que consideramos felicidades são males para quem tem juízo errado. A menor picada basta para tirar todo o prazer que poderia ter em governar o mundo. A primeira pontada de gota, seja senhor ou majestade, "coberto de ouro ou prata", perde ele a lembranças dos palácios e grandezas. E por ser príncipe deixara de corar, empalidecer, de ranger os dentes quando tomado de cólera?"
Um homem de reais virtudes esta a quinhentas milhas de reinos e ducado, é ele próprio seu império.
MICHEL DE MONTAIGNE
MICHEL DE MONTAIGNE
sábado, 22 de agosto de 2009
Olhos superficiais
Quanto mais simplista e sem mistérios é uma escolha, mais superficial a sua opção. Mais óbvia, mais imatura, mas fácil a definição. Quanto mais fácil definimos algo, mais desprezível, distante de admiração. Todas as obviedades são superficiais.
Os imediatistas e curvados tem atração incrível por elas, esse que tem seus horizontes limitados, foge o que esta distante.
São os sujeitos que só sabem somar, dois mais dois. Para eles, uma conta de multiplicação é uma hipótese descartada. Enxergar alem do presente, uma insanidade.
O simples é a mais bela opção, mas só com muita probidade percebemos sua eloqüência, e na maioria das vezes ele passa despercebido de nos, no dia-dia.
Como contemplar uma manha, de muito sol, de céu azul infinito. Radiando cores e beleza. Amar alguém passa a ser uma escolha igualmente. Pois moldamos nossos gostos conforme os interesses desse nosso ego, que muitas vezes este repleto de fantasmas condicionados, por esses olhares tão superficiais.
Entender isso como um fim, nessa simplicidade despercebida, como uma dádiva diária, ao contrario de quem presume a felicidade buscada no intangível. É ser simplista, não sendo. É descobrir o tesouro enterrado logo ao lado de nossa cama.
Pois aos olhos grosseiros de nossa sociedade, a obviedade grosseira é sofisticada, sendo que supostamente é sofisticado aos olhos de alguém desperto, é o mais simples.
É justamente a opção mais óbvia, a que esta cheia de brilho dourado.
Não some tantas obviedades no amor e em suas escolhas amorosas, pode ser que doravante lhe restara uma conta de divisão, compulsando-lhe um saldo negativo.
Os imediatistas e curvados tem atração incrível por elas, esse que tem seus horizontes limitados, foge o que esta distante.
São os sujeitos que só sabem somar, dois mais dois. Para eles, uma conta de multiplicação é uma hipótese descartada. Enxergar alem do presente, uma insanidade.
O simples é a mais bela opção, mas só com muita probidade percebemos sua eloqüência, e na maioria das vezes ele passa despercebido de nos, no dia-dia.
Como contemplar uma manha, de muito sol, de céu azul infinito. Radiando cores e beleza. Amar alguém passa a ser uma escolha igualmente. Pois moldamos nossos gostos conforme os interesses desse nosso ego, que muitas vezes este repleto de fantasmas condicionados, por esses olhares tão superficiais.
Entender isso como um fim, nessa simplicidade despercebida, como uma dádiva diária, ao contrario de quem presume a felicidade buscada no intangível. É ser simplista, não sendo. É descobrir o tesouro enterrado logo ao lado de nossa cama.
Pois aos olhos grosseiros de nossa sociedade, a obviedade grosseira é sofisticada, sendo que supostamente é sofisticado aos olhos de alguém desperto, é o mais simples.
É justamente a opção mais óbvia, a que esta cheia de brilho dourado.
Não some tantas obviedades no amor e em suas escolhas amorosas, pode ser que doravante lhe restara uma conta de divisão, compulsando-lhe um saldo negativo.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Doces Prantos
Doces prantos, dos meus olhos lágrimas escorrem
Suave brisa se faz sentir em meu rosto,
Fria por vezes, mas de um intenso constante
Curto é o amor, longo o esquecer...
As vozes já se calaram
O querer já não verbaliza
A magia não enfeitiça
Mas esse amor persiste na viga.
A minha maneira fui seu amor, a minha maneira te amei para sempre
A sua maneira você se foi,
A dor já não fala, as pessoas se vão
A vida que segue as crianças já não mais choram...
O sorriso sincero, a gargalhada mais gostosa
A vida radiando de um eterno sol, pureza de um anjo.
A dor já não fala, as pessoas se vão.
Um livro se fecha, um olhar se perde
Na mais doce lembrança, de uma vida vivida
E sem sentir culpa, um coração pulsa
E desse amor se proclama, longe da vergonha
E na língua do eterno te digo;
Eu te amei... E você, não tem nada com isso
By Alessandro
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Buscar por dentro

Na Idade da Razão, o personagem principal de Sartre acreditava que: As lágrimas são tragédias humanas, como um choro de Deus diante da maldade dos homens.As lágrimas que escorrem em nos, também escorre em Deus.
Porem, ninguém mas ninguém é responsável pela nossa felicidade, existe em um lugar reservado dentro de nos, que ninguém mais é admitido apenas nos, onde somos soberanos e nesse momento descobrimos nosso mundo é mais belo e maior que qualquer pessoa que um dias nos machucou, e que podemos amar sem medo, pois antes de tudo nos amamos. Descobrimos que não se sabe amar, amar não é saber, se ama. Descobrimos que devemos amar quando a pessoa menos merece, pois é quando mais precisa. Descobrimos que muitos dizem amar, mas amam seus desejos, suas vontades, suas fantasias. Amar é amar o ente não o ato.
Descobrimos que a mais sincera admiração a verdadeira, eh aquela emanada do coração, pois amar é admirar com o coração. Descobrimos que amar não se explica se sente, mas se explica quando não se ama.
Enfim descobrimos que podemos marchar contra uma multidão e ainda assim estarmos no caminho certo. Escutando nossa essência, descobriremos multidões e dezenas de opiniões ensandecidas.
sábado, 11 de julho de 2009
Aforismos para a Sabedoria de Vida, Por Schopenhauer
Se a um estado livre de dor acrescenta-se a ausência de tédio, então se alcança a felicidade na terra no que tem de essencial; o resto não é mais que quimera. Segue-se daí que nunca se devem comprar prazeres à custa de dores, tampouco do risco, visto que isso seria pagar algo negativo e quimérico com algo positivo e real. Em contrapartida, há benefício em sacrificar prazeres para evitar dores. Em ambos os casos, é indiferente se as dores seguem ou precedem os prazeres. Não existe verdadeiramente loucura maior que querer transformar este teatro de misérias e lamentos em um lugar de prazer e buscar prazeres e alegrias, como tantos fazem, em vez de tratar de evitar a maior quantidade possível de dores. Há alguma sabedoria naquele que, com um olhar sombrio, considera este mundo como uma espécie de inferno, e não se ocupa senão de proporcionar-se um abrigo onde esteja a salvo das chamas. O tolo corre atrás dos prazeres da vida e colhe desilusões; o sábio evita os seus males. Quando, apesar desses esforços, não se consegue evitá-los, a culpa é do destino, não da própria tolice; porém, na medida em que o consiga, não será desiludido, porque os males que houver evitado são muito reais. Ainda que seu esforço em evitá-los tenha sido excessivo, sacrificando prazeres desnecessariamente, não perdeu nada realmente; pois todos os prazeres são ilusórios, e lamentar por sua perda seria mesquinho, e mesmo ridículo. A incapacidade – encorajada pelo otimismo – de apreender essa verdade é a fonte de muitas desgraças. Assim, nos momentos em que estamos livres de dores, desejos inquietos fazem brilhar à nossa vista as quimeras de uma felicidade que não tem existência real e nos seduzem a persegui-las; com isso atraímos a dor, que é indiscutivelmente real. Então lamentamos a perda desse estado de ausência de dor que, como um paraíso perdido, ficou para trás, e em vão tentamos reverter o que está feito. Parece que um espírito maligno, com visões de nossos desejos, ocupa-se constantemente em nos distanciar do estado de ausência de sofrimento, da felicidade suprema e real. O jovem irrefletido imagina que o mundo existe para ser desfrutado; que é a morada de uma felicidade positiva; que os homens não a alcançam porque são incapazes de superar as dificuldades. Sua crença é reforçada pelos romances e poesias, e por essa hipocrisia que o mundo exibe onde quer que seja e sempre em favor das aparências, assunto ao qual retornarei em breve. Daí em diante, sua vida é uma busca mais ou menos deliberada de uma felicidade positiva que, como tal, diz-se consistir de prazeres positivos. Não devemos esquecer os perigos aos quais se expõe nessa busca pela felicidade. Isso leva à persecução de coisas que não existem de maneira alguma e, em regra, acaba por conduzir a uma desgraça muito real e positiva, que se manifesta como dores, sofrimentos, enfermidades, perdas, cuidados, pobreza, desonra e outras mil calamidades. O desengano chega tarde demais. Se, pelo contrário, se obedece à regra aqui exposta, se o projeto de vida é dirigido com o fim de evitar o sofrimento, ou seja, se manter afastado da necessidade, da enfermidade e de qualquer outra moléstia, então o objetivo é real. Assim, será possível alcançar algo, e tanto mais na medida em que o plano não for atrapalhado pela persecução dessa quimera da felicidade positiva. Isso concorda com a passagem de Goethe, em Wahlverwandtschaften [as afinidades eletivas], na qual Mittler, que sempre tenta levar felicidade aos demais, diz: Aquele que quer livrar-se de um mal sempre sabe o que quer; aquele que busca mais do que tem é mais cego que um acometido pela catarata.
http://ateus.net/artigos/filosofia/aforismos_para_a_sabedoria_de_vida.php
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
O Super-Homem

O grande lance na vida é descobrir seu bliss (dádiva). Encontrar o bliss é descobrir a nossa trilha, a verdadeira. Aquela, que só ela pode nos levar a jornada vitoriosa. A ponte do velho homem para o novo homem.
Isso representa fundamentalmente ter como meio de vida, ou seja, seu trabalho e sustento, com a "vontade" trabalhando por você, como mola motriz. Essa imensurável energia desconhece escassez de recursos, é o combustível do coração. Descobrir o bliss não é seguir contextos sociais, não é incorrer no equivoco de se moldar pelo engodo do ego. Não se deslumbrar com preceitos morais caducos, não se melindrar por hipócritas oficiais. Não ser pertinente por agradar, mas por acreditar. Acreditar no que se diz, falar com a liberdade da verdade. Descobrir o bliss é se descobrir como um herói. É uma dádiva espontânea dos céus ou conseqüência de um trabalho dedicado. Ter por trabalho, meio de vida, algo que reluz no espírito, é meio caminho para achar o herói adormecido dentro de nos. O super-homem é aquele que trilhou o próprio caminho. É aquele que escutou a própria essência, e que não ficou desanimado com as primeiras derrotas, mas obteve substratos delas, para configurar a vitoria. Ele sabe que por mais difícil e demorado, e que por mais que tenha que se reerguer, a esperança sempre estará La, e só ela o iluminara nessa caverna escura da vida.
O sucesso para o super-homem é uma conseqüência passível de sublimação, não pela vaidade, mas pela objetividade. O super homem é aquele que escolheu seus amigos por afinidades do coração, não por convenção social. Ele sabe que amigo não reluz, sabe o que reluz é ouro. E que apesar de reluzir, do ouro não extraímos compreensão, não obtemos compaixão. Ele sabe que os sujeitos que vivem e respiram interesse, são pulgas já mortas.
O super homem, acredita e carrega dentro de si a certeza, por mais que a incerteza o desanime. Que por mais vezes que juntou cacos do que sobrou do coração; que estará La, no meio, ou na curva final do caminho, um amor para que ele possa dizer com todo coração; eu te amo.
Isso representa fundamentalmente ter como meio de vida, ou seja, seu trabalho e sustento, com a "vontade" trabalhando por você, como mola motriz. Essa imensurável energia desconhece escassez de recursos, é o combustível do coração. Descobrir o bliss não é seguir contextos sociais, não é incorrer no equivoco de se moldar pelo engodo do ego. Não se deslumbrar com preceitos morais caducos, não se melindrar por hipócritas oficiais. Não ser pertinente por agradar, mas por acreditar. Acreditar no que se diz, falar com a liberdade da verdade. Descobrir o bliss é se descobrir como um herói. É uma dádiva espontânea dos céus ou conseqüência de um trabalho dedicado. Ter por trabalho, meio de vida, algo que reluz no espírito, é meio caminho para achar o herói adormecido dentro de nos. O super-homem é aquele que trilhou o próprio caminho. É aquele que escutou a própria essência, e que não ficou desanimado com as primeiras derrotas, mas obteve substratos delas, para configurar a vitoria. Ele sabe que por mais difícil e demorado, e que por mais que tenha que se reerguer, a esperança sempre estará La, e só ela o iluminara nessa caverna escura da vida.
O sucesso para o super-homem é uma conseqüência passível de sublimação, não pela vaidade, mas pela objetividade. O super homem é aquele que escolheu seus amigos por afinidades do coração, não por convenção social. Ele sabe que amigo não reluz, sabe o que reluz é ouro. E que apesar de reluzir, do ouro não extraímos compreensão, não obtemos compaixão. Ele sabe que os sujeitos que vivem e respiram interesse, são pulgas já mortas.
O super homem, acredita e carrega dentro de si a certeza, por mais que a incerteza o desanime. Que por mais vezes que juntou cacos do que sobrou do coração; que estará La, no meio, ou na curva final do caminho, um amor para que ele possa dizer com todo coração; eu te amo.
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